Especialistas estudam geração de energia elétrica a partir do bagaço da cana

O bagaço da cana-de-açúcar pode ser uma nova fonte de energia elétrica, segundo o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEN) do Brasil. O subproduto da planta, um dos materiais transportados nos equipamentos da Sergomel, é o objeto de estudo do projeto SUCRE (Sugarcane Renewable Electricity) que busca desenvolver a bioeletricidade gerada a partir da palha e do bagaço de cana-de-açúcar.

A pesquisa, desenvolvida pelo CTBE - Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, tem como objetivo aumentar a produção de energia elétrica com baixa emissão de gases de efeito estufa na indústria de cana-de-açúcar. Para isso, estuda-se o uso da palha restante da colheita da cana-de-açúcar, em parceria com usinas produtoras que já utilizam do bagaço para gerar energia elétrica.

A iniciativa é financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (em inglês, Global Environment Facility – GEF) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O investimento de cinco anos no projeto tem como base cerca de US$ 67, 5 milhões, sendo US$ 55,8 milhões a parcela estimada de investimentos pelas usinas. O gasto se justifica pela necessidade da instalação de estações de limpeza a seco, reforma ou compra de caldeiras, turbogeradores, enfardadoras e outros equipamentos.

Vantagens do projeto  

Entre as vantagens do projeto está o benefício ambiental da fonte de biomassa. Segundo estudos realizados pelos especialistas na área, a eletricidade gerada a partir do bagaço da cana-de-açúcar emite 8 vezes menos gases causadores do efeito estufa. Esse resultado se dá pelo processo em que a cana-de-açúcar passa, na qual ela é esmagada, a sobra vai a fornalha e por fim, gera a eletricidade. Os dados do projeto indicam que a carga elétrica chega a 100 TWh, ou seja, cinco vezes do que já é produzido, do que é exportado para rede elétrica e que poderiam suprir 80% de todo consumo de energia do país.

 

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